Em tempos de crise de crédito, MPMEs encontram oportunidades de obtenção de recursos fora dos bancos

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*João Paulo B. Fiuza e Hamilton de Brito Jr.

O cenário crítico da oferta de recursos financeiros apresentado pelas instituições financeiras tradicionais brasileiras tem afetado muitas empresas em todo o país, especialmente as pequenas e médias empresas (MPMEs), que enfrentam dificuldades no acesso ao crédito privado.

O que comprova esse cenário é a pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), que mostra que cerca de 80% dos pequenos negócios estão neste panorama, o que é um fator preocupante para a economia nacional.

Diante deste cenário, empresas especializadas em crédito empresarial alternativo, dentre elas, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) e Securitizadoras de Crédito – têm se destacado ao oferecer soluções alternativas que ajudam a essa grande parte de negócios locais para superar a crise de forma estratégica e, ainda, para se manter sustentável.

Mas, qual a forma alternativa de obter crédito empresarial?

A resposta é simples: antecipe seus recebíveis! Considerado um adiantamento, o modelo de concessão de crédito pode facilitar, por exemplo, a compra de matéria-prima, o pagamento de folha de pagamento, os ajustes no caixa e investimentos necessários em diferentes tipos negócio, como o caso das indústrias, comércios e serviços, que estão entre os segmentos que mais usufruem do serviço financeiro no Brasil.

Os FIDCs e Securitizadoras de Crédito, Factorings e Empresas Simples de Crédito (ESC), são exemplos do setor de fomento e despontam como alternativas para as empresas que buscam crédito fora dos bancos tradicionais por diferentes razões. Cada uma dessas estruturas está habilitada para oferecer produtos financeiros que se adequam às necessidades e condições do cliente. É um mercado em constante evolução e com função social: oferecer crédito para micro, pequenas e médias empresas que, por vezes, não têm acesso a recursos nos bancos tradicionais.

Adicionalmente, uma nova regulamentação para os Fundos de Investimentos está em curso e pode impulsionar ainda mais o setor, com a possibilidade de entrada de novos perfis de investidores, injetando mais recursos no mercado para fomentaras PMEs.

Para manter as empresas de fomento atualizadas em relação às mudanças regulatórias e legislativas, além do conhecimento de novos produtos financeiros para capitalizar clientes, instituições como, o SINFAC-SP e a ABRAFESC, vêm realizando uma série de eventos com grandes nomes do setor. O mais recente foi o XI Encontro Regional de Fomento Comercial que aconteceu na última sexta-feira, 29, em Campinas, São Paulo, com 20 especialistas palestrando, dentre estes, o CEO do Grupo One7, e quase 400 profissionais do setor prestigiando e trocando conhecimento sobre fomento mercantil.

*CEO do Grupo One7 e presidente da ABRAFESC (Associação Brasileira de Factoring, Securitização e Empresas Simples de Crédito) e do SINFAC-SP (Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil Factoring).

**Para acessar a matéria publicada no Jornal Diário Campineiro de Tatuí em Julho/2023. Clique aqui

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